Com as constantes infeções respiratórias que o Xavier faz na laringe, e por indicação da pediatra que o costuma ver nas urgências, no dia 27 de fevereiro, consultamos uma alergologista/ pneumologista pediátrica, que inclusive já o tinha consultado em um episódio de urgência, no ano de 2009.
Mal começamos a conversar, apercebi-me que a médica já tinha feito o "trabalho de casa" e estudado o processo do Xavier, o que demonstra profissionalismo e interesse pelos seus doentes.
Questionou-nos se o Xavier, em bebé, bolçava muito e, após termos respondido afirmativamente, disse-nos que acontece, muitas vezes, os ácidos que o estômago produz subirem e ferirem a garganta deixando-a mais fragilizada.
Para ter a certeza se é este o problema do Xavier, o ideal seria fazer uma endoscopia
[e tendo eu feito três, no momento que ela pronunciou en-dos-co-pia até me arrepiei…!] mas, salvo casos extremos, ela nunca submete uma criança tão pequena a este exame, nem mesmo a análises clínicas porque prefere, primeiro, controlar os possíveis problemas através de medicação.
Assim sendo, receitou-lhe um antiácido, o Nexium para crianças
[1 saqueta/ dia], para ser dado em jejum e mandou retirar o Budesonida, que estava a fazer na aerochamber, e substituir por outro corticosteróide, o Avamys
[1 pulverização/ dia em cada narina], visto que o outro não estava a fazer efeito.
Voltaremos a ter nova consulta em abril, para que ela possa reavaliar o efeito da medicação e o seu estado que, infelizmente continua na mesma… é mesmo como a Dra. I. diz, que a laringe é o calcanhar de
AQUILES do Xavier e, como tal, só irá passar com a idade.
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Em finais de novembro de 2011, tínhamos consultado outra especialista na Clínica de Dermatologia Dr. Fernando Ribas, no Porto, mas depois de mais de duas horas à espera, onde as funcionárias não tiveram a decência de nos irem informando sobre o atraso, saí de lá com os cabelos, literalmente, em pé!
Manter uma criança
[até mesmo uma que sempre foi boa doente e que nunca chorou em consultas médicas] sossegada, por tanto tempo, foi impossível… resultado: pela primeira vez, o Xavier chorou ao ponto de mal conseguirmos ouvir a médica o que, à mistura com o meu estado de nervos, após ter reclamado, não pelo atraso mas pela falta de informação durante a longa espera, deixou-me tão cega com os nervos que já não ouvi nada nem ninguém…!