terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cabaz de medicamentos

Querem ler algo novo…? Se a vossa resposta for afirmativa fechem já esta página porque, por muito que gostasse de falar em outro assunto, vou voltar a falar de doenças!

Tenho o Xavier com outra laringite estridulosa diagnosticada, ontem à noite, pela sua pediatra.

Na semana passada, depois de uns dias com algumas melhoras, repentinamente, a maldita tosse voltou a piorar no domingo à tarde e, desde então, foram raros os períodos de tempo em que o Xavier esteve sem tossir.

Ontem, após ter ido buscá-lo à creche e ouvir da boca de uma auxiliar o relato da sinfonia desgastante que tinha sido o seu dia, liguei logo à nossa pediatra que se prontificou a vê-lo de imediato.

Chegados lá, comigo a GRITAR por dentro, mal entrámos no consultório a expressão da Dra. M disse tudo, até porque já o estava a ouvir na sala de espera e disse-nos logo que ele não podia andar assim nem mais um dia!

Depois de auscultado, visto e revisto viemos para casa com carradas de medicamentos [Celestone, Codipront em S.O.S., Ventilan, Budesonida, Kestine e o Singulair para 3 meses], e quem nos segue tem conhecimento que ela só medicamenta em última instância o que, naquele preciso momento, despoletou em mim uma dor de coração enorme por ter a real noção sobre o estado do meu filho, um estado sobre-humano para qualquer criança conseguir suportar, por tanto tempo.

Segundo a pediatra, teve mesmo que recorrer a toda esta medicação para posteriormente ver o que se pode ir retirando até porque o estado em que ele fica, devido a tanto tossir, é bem pior do que os efeitos secundários da medicação.

No entanto questionei-a sobre o efeito da vacina da gripe e do Ribomunyl, que achava pouco terem adiantado, ao que ela explicou que esses foram para combater as doenças infeciosas bem distintas do que tem atacado o Xavier, que têm sido doenças de origem vírica.

Posto isto, com o desgaste que sinto e prestes a roçar a insanidade mental, já estou por [quase] tudo, até por doses XL de medicação!

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[FOTO RETIRADA]

Sabiam que se pode ficar com pintas vermelhas na pele, tipo borbulhinhas, devido ao esforço que se faz ao tossir...?

Pois eu, que me achava "doutorada" em tosse, não fazia ideia e associei as que o Xavier tem no rosto ao Singulair mas, segundo a pediatra, nada tem a ver… estas eram mesmo da tosse excessiva e são chamadas petéquias de esforço.

As coisas que eu aprendo [e bem dispensava!] à conta da maternidade.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Inesperadamente!

O que tanto ansiava, ao contrário do Xavier, aconteceu e deixou o dia 26 de NOVEMBRO de 2011 assinalado…

Logo que consiga fechar a boca, de tão surpreendida e incrédula que [ainda] estou, contarei a que me refiro (o;

domingo, 27 de novembro de 2011

A “vaca” da nossa eleição [salvo seja]

Aos 18 meses, o Xavier deixou de beber leite à noite e, ao largar por definitivo o biberão, o que bebia de manhã começou a ficar com os dias contados.

À exceção do leite de crescimento, dei-lhe todos os tipos e marcas mas não havia forma dele o beber até que a solução encontrada, alternando com alguns derivados, foi misturá-lo com Nestum 5 Cereais, ao pequeno almoço, mas mesmo assim bebia uns míseros 100ml, bem longe dos 500ml recomendados por dia.

Entretanto, no início do ano letivo passado deixaram de lhes dar as papas para passarem a dar uma caneca de leite simples, acompanhada de um pão com manteiga e desde então que, aos poucos, fui tentando alternar o seu pequeno almoço com algumas variedades de Nestum para ver se ele passava a ter mais gosto pelo leite, preferencialmente simples.

Em outubro, por ter achado piada à nova embalagem, comecei a gastar o MATINAL e após dois a três dias de o ter começado a beber disse-me “não quero mais Nestum, mamã. Agora e só 'eitinho'!”

O Matinal é muito bom, pelo menos eu gosto imenso dele e só deixei de o beber porque não tolero a lactose, e acredito que esta mudança se deva mesmo à troca de marca de leite.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mais do mesmo

Mais um fim de semana, mais tosse [que, melhor ou pior, anda cá desde o início de outubro], mais vómitos, mais febre com muita prostração ao segundo dia e à cautela fomos ao hospital, para mais uma urgência pediátrica.

Felizmente, fomos atendidos pela “nossa” segunda pediatra, a Dra. M, que inclusive tinha sido ela que o viu há um mês atrás.

Diagnosticou-lhe mais uma laringite e receitou-lhe mais medicação, tendo introduzido o Singulair, em granulado, para fazer durante um mês.


A pediatra disse-nos que seria bom considerar a hipótese do Xavier ser consultado por um alergologista e/ ou pneumologista visto que, como não existiu uma entrada recente para a escola, por exemplo, com a idade dele e a medicação de prevenção que faz desde 2009/ 2010 já deveria andar bem mais calmo, no que toca às maleitas do costume…

Como andava a refletir sobre o mesmo, por coincidência, temos uma consulta de imunoalergologia marcada, para a próxima semana, a fim de começar a eliminar algo de anormal que possa haver e se não for por aqui, ou melhor por esta especialidade, seguimos para uma pneumologista pediátrica que nos foi indicada e que, por acaso, já conhecemos de uma das nossas idas à urgência.

Sei que, infelizmente, neste momento são poucas as crianças que não se enconram doentes mas, ainda que agradeça a Deus por este “mais e mais” ser sempre PEQUENAS coisas, ando esgotada, num grau muito superlativo, e o inverno nem sequer começou!
P.S. - Querido Pai Natal: será que não anda por aí uma "avózinha" disponível que nos possa dar uma mãozinha…?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

890 mensagens depois

Este meu espaço comemora hoje 4 anos de existência!

A ele devo-lhe muito, como partilha de experiências e pensamentos mas, essencialmente por ter colocado na minha vida pessoas REAIS e, simplesmente, extraordinárias que mesmo nos tempos em que a minha presença, aqui e nos seus blogues, escasseia continuam sempre leais!

É a elas que "brindo" e dedico este dia, às que chegaram e ficaram... as especias (o:

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Favor não repetir em casa, ou melhor, no automóvel

Como habitualmente, já passava das 6 horas da tarde quando fui buscar o Xavier à pré.

Estava noite cerrada e, para ajudar à missa, chovia que Deus a dava, o que aliado à hora de ponta é sinónimo de trânsito caótico.

Como o Papá J. estava ausente do país, a trabalho, liguei-lhe para que pudéssemos falar a 3 em alta voz quando, de repente, o Xavier começa aos gritos e a vomitar!

Incrédula com o que estava acontecer, ao fim de alguns segundos lá consegui parar o carro num sítio, mais ou menos, seguro [quando a minha vontade teria sido, pura e simplesmente, puxar o travão de mão e saltar literalmente para o banco de trás] e acudir o meu filho, apesar de pouco haver a fazer além de tentar acalmá-lo.

O resto nem vale a pena contar… só vos digo que julgava estar bem CALEJADA para lidar com crises de tosse/ falta de ar/ vómitos, pela quantidade de vezes que já nos aconteceu as três em simultâneo, mas esta apanhou-me de surpresa e deixou-me K.O. aliás, deixou-nos porque estar longe, como o Papá J. estava, a ouvir tudo e sem poder fazer nada também não foi fácil!

Eu não vos dizia que esta semana ia ser como o caraças?!?

A propósito, agradeço dicas para ajudar a que o cheiro do vomitado desapareça... rapidamente /o:

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Pergunta do dia #11

Avisto uma semana em harmonia com o tempo, tenebrosa e, literalmente, de cão!

Será que pedir um pouco de PAZ é demasiado?...
[P#£@$%&!]

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Inesperadamente

Não é que o Xavier resolveu pedir-nos um mano, ESPECIFICAMENTE um “Nuninho”?

O que estranhamos foi o pormenor do nome quando nas nossas relações próximas não existe nenhum Nuno e, por curiosidade, até me dei ao trabalho de perguntar se na escola existia algum mas não… é mesmo fã do nome (o:

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Balde de água fria

Ontem soube de uma alteração, a nível de pessoal na sala do Xavier, que me deixou de rastos!

Não estava nada à espera “perder” uma das auxiliares mais especiais para nós, com a agravante de ter sido como foi.

Com a abertura de novas instalações, em outra valência, sabíamos que iria existir um reajustamento de pessoal mas o que me indignou foi a maneira como o fizeram quando, sem avisos prévios, limitaram-se a trocar uma PESSOA como quem troca um bibelô de um cómodo da casa para outro!

Esta manhã, a caminho da pré, cruzámos com a pessoa em causa e após ter parado o carro para a cumprimentar fiquei com a voz tão embargada, de emoção, que mal consegui falar...

Entretanto, seguimos o nosso caminho e o Xavier ao ver que eu estava a chorar disse-me “não fiques assim, mamã, que está tudo bem. Depois vamos à escolinha dos bebés ver a M.”, deixando-me mais calma.

Eu sei que situações destas vão acontecer sempre ao longo da vida do Xavier [e já se viu que eu sou mais lamechas do que ele!] mas o que me deixou mais aborrecida e triste foi, essencialmente, o modo como a instituição procedeu, perante esta situação, onde falharam redondamente...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ditos dele #19

Depois de eu ter apregoado três vezes a mesma “ladainha”, para que o Xavier largasse a televisão e viesse tomar o pequeno-almoço que estava a fazer-se tarde, chega-me ele à cozinha e diz-me:

– “Estou a ficar sem paciência de tanto chamares por mim… não vês que estou a ver o Mickey?!"

À conta de tanto DESCARAMENTO a televisão não voltou a ligar-se!

É cada uma...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Uma aventura na busca de uma cadeira auto

Estávamos no início de agosto quando decidimos encomendar a nova cadeira do Xavier, grupo 2/ 3, na loja Caracol do Arrábida Shopping.

Ainda que tivéssemos a noção que a sua entrega iria demorar algum tempo, por estarmos no mês de férias, nunca pensei ter que esperar quatro semanas e deparar-me com uma total falta de competência!

Não me diziam nada de concreto e quando ligava, o funcionário A sacudia a sua responsabilidade para o B, o B para o C… Só faltou ser mal tratada mas também nem sempre se é só com palavras e, neste caso concreto, a falta delas em conjunto com a total inoperância das pessoas foi dar ao mesmo... eu já só pensava em anular a encomenda até porque se o atendimento, ao vender algo novo, estava a ser assim como seria se, por ventura, um dia tivesse algum problema com a cadeira?!?

Entretanto resolvi contactar outras lojas, onde vendessem a que queríamos comprar, e acabei por encontrar tudo num sítio só: o produto, a competência [após uma chamada telefónica feita de manhã, foram capazes de me confirmar a entrega da cadeira, na cor que eu pretendia, de tarde!] e o profissionalismo… falo da loja D’Barriga no Porto.

Posto isto, e depois de algumas chamadas feitas sem que me atendessem, toca a rumar até à loja Caracol para anular a encomenda e reaver o sinal, em numerário, que tinha dado aquando da encomenda.

Uma inércia que só visto, onde a vendedora, depois de questionada sobre a razão pela qual não me ligava a dar notícias me respondeu que “como não tinha nada a dizer não ligava…” quando lhe disse “mas ligava-me a dizer isso mesmo porque o que está aqui em causa já não é o atraso, até porque vocês não são fabricantes de cadeiras, mas sim a falta de comunicação com um cliente!”

Entretanto pedi para chamar a gerente de loja e quando ouvi da boca da menina que estava atrás do balcão, a pessoa que pior me atendeu, “sou eu, a gerente de loja" limitei-me a dizer "boa noite" e a sair pela porta fora!

Até comentei com o Papá J. “mas será que esta gente recebe comissão para não vender?!?!”…!

A nossa aventura terminou bem graças a todo o PROFISSIONALISMO da loja D’Barriga [OBRIGADA Joana], que eu aconselho piamente, e estamos bastante satisfeitos com a compra, especialmente o Xavier.

[Mudança efetuada a 10 de setembro]

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Por fim

Hoje, e por saber há quanto tempo andavas PRESO, soube-me tão bem ouvir-te dizer "como é bom sentir que a minha liberdade foi-me devolvida"

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

2 de novembro de 1997

Foi há 14 anos que o meu PAI deixou o seu corpo, cheio de células cancerígenas, e voltou para o céu...

Sinto a sua falta, agora [e ainda] mais do que nunca!

O tempo entorpece a dor, é certo, mas não preenche o buraco do coração…