Recordo que, desde fevereiro sou eu que acompanho o Xavier nas aulas de natação, inclusive quem não se lembra do
episódio de histerismo que ele fez quando se apercebeu que seria eu a fazê-lo e não o pai…!
Mas voltando ao que interessa, passado um mês, ou seja, em março o meu filho simplesmente já não era a mesma criança, aquela que embora gostasse da piscina sentia-se receosa e suplicava para não fazer alguns exercícios principalmente os que tivessem a ver com o “chouriço”.
Obstinada como sou, e dentro do razoável, nunca cedi às suas birras e isso foi
FULCRAL para a sua evolução.
Por exemplo, no dia em que ele se habituou ao “chouriço” e começou a passear nele sozinho, inclusivamente pediu para eu me afastar, fiquei bo-qui-a-ber-ta!
No início de junho começou o desmame do acompanhamento das crianças, que passaram a ir sem os pais para a água, mas nós decidimos mantermo-nos no mesmo nível.
Como eu disse ao professor A., apesar de enorme pulo que ele deu, preferimos ficar e “amanhã” avançar, se for esse o caso, do que o contrário e correr mal até porque não temos a mínima pretensão que o Xavier se torne no próximo Michael Phelps.
Desde então, passámos a ir duas vezes por semana e agora entendo bem quando o professor dizia que o facto do Xavier estar sete dias sem ir à piscina fazia toda a diferença porque ele agora, que ganhou confiança, parece um peixe na água!
Ainda que todas as crianças tenham em comum a questão do seu
"timing" e das birras, cada uma reage de forma diferente na mesma situação por isso o importante é mantermo-nos coerentes, sem ceder a birras, e deixá-los ganhar confiança... a seu tempo lá “aparecerá” a volta de 180 graus (o: