Em reflexo de uma sociedade que faz do consumismo um valor, e com a chegada oficial do Verão
[espero que seja para FICAR!], somos
'bombardeados' com anúncios de produtos destinados ao tempo quente, em todas as formas e feitios.
No que toca aos que têm como público-alvo as crianças e o seu bem estar, o produto xpto é adquirido sem que, na maioria das vezes, haja o mínimo de procura de informação sobre a veracidade das características publicitadas e sem separarem o essencial do acessório.
Quem é que nunca comprou algo, nestas condições, e depois se arrependeu?
Incluo-me neste rol de mães, ainda que seja muito ponderada nas compras que faço.

O produto, sobre o qual pretendo falar em concreto, é a roupa com protecção UV para crianças.
Tive conhecimento da sua existência em 2008, mas como não levei o Xavier para a praia nesse ano, nem pensei mais neste assunto.
No ano passado, após uma pesquisa na internet, encontrei informação sobre testes efectuados por técnicos da Deco, em que se depararam com uma realidade bem diferente da que era publicitada.
A maioria das peças perdiam eficácia com o uso e com as lavagens, enquanto outras não chegavam sequer, a oferecer qualquer tipo de protecção, com a agravante de anunciarem o contrário na etiqueta.
Devido à inexistência de uma lei que garantisse os benefícios anunciados, cada fabricante fazia o que lhe dava na real gana!
O que me chamou novamente à atenção para este
ENGODO, foi a reportagem que passou no Jornal da Tarde da RTP1, no dia 7 deste mês, em que voltavam a insistir na eficácia da roupa contra os indíces UV.
Na reportagem, podem ouvir o Dr. Osvaldo Correia
[que por acaso é o dermatologista do Xavier] afirmar que, na sua opinião, seguindo algumas regras no que toca a tipos de tecidos, a roupa normal que temos em casa consegue a mesma eficácia, em termos de protecção.

Deixo-vos com as hiperligações de acesso para que possam tirar as vossas conclusões: